Guia Prático: Não Erre mais Acentuação Gráfica

Este Guia Prático tem o objetivo de relembrar as regras de acentuação gráfica. Fizemos questão de abordá-las de maneira completa e apresentar exemplos práticos, dessa forma, serão tratados aqui tanto os casos gerais como os casos especiais de acentuação.

Esperamos que este manual, preparado com bastante carinho, possa ajudá-lo(la).  🙂

Saiba primeiramente que quanto quanto à tonicidade, as palavras dividem-se em: monossílabas; oxítonas; paroxítonas; e proparoxítonas.

CASOS GERAIS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA

MONOSSÍLABAS 

 Como o nome sugere, são as palavras que contém apenas um sílaba. Acentuam-se as terminadas em: a(s), e(s), o(s).

Ex.: já, má, pé, fé, sós, nó.

OXÍTONAS

São as palavras que possuem a última sílaba com o tom mais forte. Acentuam-se as terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens).

Ex.: vatapá, café, avô, ninguém.

PAROXÍTONAS

Aquelas que possuem a penúltima sílaba de tom mais forte. Acentuam-se as terminadas em: l, n, r, x, ps, i(s), um(uns), ão(s), ã(s), on(s), us.

Ex.: útil, hífen, caráter, tórax, bíceps, júri, álbum, órgão, órfã, elétron, vírus.

PROPAROXÍTONAS

Palavras que possuem a antepenúltima sílaba com tom mais forte. Todas são acentuadas.

Ex.: Câmara, século, faríamos, quiséssemos.

CASOS ESPECIAIS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA

CASO ESPECIAL 1

Palavras oxítonas com os ditongos: éu(s), ói(s), éis.

Ex.: céu, chapéus, véus, corrói, fiéis.

 CASO ESPECIAL 2

Acentuam-se o “i” e o “u” tônicos que formam hiato, seguidos ou não de “s”, desde que estejam isolados na sílaba.

Ex.: caída (ca-í-da), ateísta (a-te-ís-ta), saúde (sa-ú-de).

Obs.: não se acentuam se forem seguidos de “nh”: campainha, moinho, bainha.

CASO ESPECIAL 3

 Ainda que sejam palavras oxítonas, acentuam-se os hiatos “i” e “u” isolados na sílaba.

Ex.: caí, Jundiaí, Itaú.

CASO ESPECIAL 4

Seguem a mesma lógica as formas verbais acompanhadas de “lo(s)”, “la(s)”: atribuí-lo, constituí-las.

CASO ESPECIAL 5

Acentuam-se as palavras terminadas em ditongo átono.

Ex.: ágeis, túneis, área, régua, tênue.

CASO ESPECIAL 6

Acentuam-se os verbos terminados em “a”, “e”, “o”, tônicos, seguidos de “lo(s)”, “la(s)”.

Ex.: amá-lo, trazê-lo, dispô-lo.

CASO ESPECIAL 7

Há acento diferencial em alguns verbos na 3ª pessoa do singular ou do plural.

Ex.: tem/têm, contém/contém crê/creem, pode (pres. ind.), pôde (pret. perf.).

APRENDA A ENCONTRAR A TONICIDADE DE UMA PALAVRA

Primeiramente memorize 2 informações: a primeira é que todas as palavras possuem uma sílaba mais forte, inclui-se o caso de palavras com uma só sílaba (monossílabas); e que a Língua Portuguesa tem em sua maioria palavras paroxítonas, ou seja, com tonicidade na penúltima sílaba. 

Pois bem, a partir destas duas premissas, chegamos à conclusão que a maioria das palavras da nossa língua não serão acentuadas, uma vez que nosso vocabulário é composto em grande parte por palavras paroxítonas e uma pequena parcela destas levam acento, como vimos, apenas as terminadas em l, n, r, x, ps, i(s), um(uns), ão(s), ã(s), on(s), us.

Retomando a questão proposta, apresentarei 3 exemplos para de modo ilustrativo descobrirmos a sílaba mais forte de cada palavra. Valeremos de uma macete bem batido ou usado que diz o seguinte: para saber a sílaba mais forte de uma palavra, chame-a.

Ex.: banana; xícara; orelha.

Ao chamar o nome “banana”, como se fosse um vocativo, repare que a penúltima sílaba se destaca [ba-naaaaaa-na]; com o segundo exemplo (xícara), ocorre da mesma forma, porém a sílaba mais forte é a antepenúltima (palavra proparoxítona) [xíííííííí-ca-ra], repare como não dá certo se chamarmos [xí-caaaaaa-ra] ou [xí-ca-raaaaaaaaaaa]; e, por fim, ao chamarmos a palavra “orelha” temos: [o-reeeeeee-lha], e não [ooooooooooo-re-lha] nem [o-re-lhaaaaaaaaa].

Resumindo: siga estes passos para descobrir a sílaba tônica de uma palavra.

1 Considere que a maioria das palavras não levam acento, em regra, estas são paroxítonas. Ex.: ba-NA-na; LI-vro; tem-pes-TA-de; ser-ta-NE-jo;

2 O acento representa a sílaba mais forte de uma palavra;

3 Para descobrir a sílaba mais forte, chame a palavra, como se fosse um vocativo. 

Sobre o autor

Sobre o autor

Prof. João Lucas tem grande paixão por leitura e escrita. Formado em Letras pela Universidade Católica de Brasília, atualmente se dedica à revisão de textos e leciona Língua Portuguesa em escolas de Brasília.

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